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Dificuldades e soluções para deficientes em período de quarentena

Segundo dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de pessoas apresentam alguma deficiência. Neste período de pandemia do coronavírus, os brasileiros com doenças raras, deficiências sensorial e intelectual enfrentam dificuldades para fazer novas adaptações em seu cotidiano. No caso dos deficientes visuais, o uso do tato é constante na rotina para realizar leituras em Braille; digitar no computador e no celular com leitores de tela; orientam-se com a bengala para andar pelas ruas e pedem ajuda os demais quando necessário. Outro ponto que cabe destacar é que os anúncios sobre o combate a Covid 19 não apresentam audiodescrição, e este fator dificulta a compreenssão de regras básicas de higiene, tais como, a forma certa de lavar as mãos. Os deficientes físicos utilizam muletas ou cadeira de rodas e em vários casos, dependem da ajuda de cuidadores. As dificuldades dos autistas relacionam-se a irritabilidade, agressividade e hiperatividade, por causa da suspenssão dos atendimentos presenciais nas instituições que frequentam e para as famílias estabelecerem uma nova rotina dentro de casa.

As soluções para enfrentar este período de distanciamento social estão presentes em uma cartilha publicada pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que detalha sobre a forma que ocorre a transmissão do coronavírus e com regras eficientes para evitar a transmissão da doença. As pessoas com doenças raras devem manter seus tratamentos nesta época de isolamento social e seguir todas as recomendações médicas; pessoas com cegueira e baixa visão precisam lavar as mãos frequentemente, utilizar o álcool em gel para limpar a bengala e demais objetos e quando pedir ajuda, sempre colocar a mão no ombro. O uso do álcool 70% vale também para deficientes físicos ao higienizarem muletas e cadeira de rodas. No caso do transtorno do espectro autista (TEA), faz-se necessário a presença da família para planejar uma rotina para manter em casa com quem apresenta este espectro, afim de estimular o tratamento destas crianças, adolescentes e adultos.

Outros argumentos que se deve ressaltar com relação a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência neste período é que os produtores de conteúdo de âmbitos municipal, estadual e federal precisam priorizar os recursos de acessibilidade para incluir audiodescrição para deficientes visuais e legenda com janela de libras para deficientes auditivos em suas peças publicitárias sobre o combate ao Covid 19, para que a inclusão seja realizada de forma prática na divulgação dos veículos de comunicação. Também vale lembrar que há instituições que estão fechadas e precisam de sua ajuda, e quanto aos atendimentos, é de suma importância neste momento o apoio da família para ajudar as pessoas com deficiência, principalmente em casos de atividades com orientação realizada por profissionais de forma online.

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